Tudo à rectaguarda

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 08 Maio 2019
Tudo à rectaguarda
  • Alberto Magalhães

 

 

PSD e CDS, passaram os últimos dias a afadigar-se na negação do óbvio. Os seus deputados na Comissão Parlamentar de Educação, fizeram asneira da grossa e, quem sabe, não fora o aviso, ou a ameaça, de António Costa, talvez os 9 anos, 4 meses e dois dias, viessem a ser aprovados na votação em plenário, sem quaisquer condições ou cláusulas de salvaguarda.

Quando Rui Rio diz, ontem, “Eu nem sequer deputado sou, muito menos daquela comissão”, percebe-se o desespero do líder do PSD, posto na situação de ter de negar um recuo, que se tornou mais que evidente aos olhos do país.

Menos evidente é o recuo do PCP e do BE que, ao contrário dos partidos da direita, se mantêm aparentemente inamovíveis. Votaram em comissão contra as condicionantes propostas por CDS e PSD e reafirmam-se dispostos a votar contra elas no plenário. No entanto, esta aparente firmeza mostra que, no essencial, são igualmente postos em sentido pela hipótese de demissão do governo.

Efectivamente, se fizessem a vontade a Mário Nogueira, que no princípio da semana lhes pediu que se abstivessem na votação das propostas da direita, o PCP e o BE viabilizariam a aprovação, embora sob condições, da contagem dos 9 anos, 4 meses e dois dias. Levariam a sua avante, mas provocariam a demissão de António Costa. Isso, eles não se atrevem a fazer, em prol dos professores. Sair-lhes-ia demasiado caro.