Tumultos nos EUA

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 01 Junho 2020
Tumultos nos EUA
  • Alberto Magalhães

 

 

A morte de George Floyd sob o joelho de um polícia de Minneapolis, está longe de ser um incidente isolado. Em cada ano morrem, nos EUA, por acção de polícias, entre 50 e 100 cidadãos desarmados. Nem todos são negros. No entanto, estes costumam ser mais de 20% destas vítimas, apesar de rondarem os 13% da população do país. País onde muita gente anda armada, e onde os polícias matam cerca de 1000 pessoas por ano.

Pelos casos conhecidos, pode deduzir-se que ter a pele escura se torna perigoso, porque torna as pessoas altamente suspeitas de serem perigosas. Um exemplo. No ano passado, Atatiana Jefferson, uma jovem estudante de medicina, deixou a porta do seu apartamento aberta; um vizinho chamou a polícia e o guarda Aaron Dean, chamado ao local, viu-a através da janela do quarto e matou-a com um tiro. Tão estúpido como isto! “Tem pele negra, é bandido”, parece ser o raciocínio, se isso se lhe pode chamar.

Também o polícia de Minneapolis parece sofrer da mesma atrofia mental. Durante 10 minutos ofereceu o corpo à câmara vídeo e aos olhares de paletes de testemunhas, numa ilusão de impunidade total, totalmente imbecil, e numa demonstração de bestialidade absoluta. Em 1992, quando 4 polícias de Los Angeles espancaram Rodney King, por excesso de velocidade, e foram absolvidos por um júri, os tumultos provocaram 53 mortes, 2000 feridos e onze mil prisões.

Os protestos actuais são obviamente justos e inevitáveis. Infelizmente, nestas ocasiões, existem sempre as minorias que envenenam o ambiente, destroem, pilham e incendeiam, virando contra os negros a maioria da população e a polícia. A pescadinha põe o rabo na boca e não se passa da cepa torta.

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