Um falhanço em toda a linha

Quarta-feira, 12 Maio 2021
Um falhanço em toda a linha

 

Não posso deixar de juntar-me ao coro de críticas feitas ao governo de Portugal pela irrefutável omissão no tratamento do problema que afeta centenas de trabalhadores imigrantes, que trabalham nas estufas do baixo Alentejo, nomeadamente, na bacia do rio mira.

Há alguns anos que era público que a atividade agrícola do baixo Alentejo, tem vindo sendo assegurada, na sua esmagadora maioria, por mão de obra estrangeira, sobretudo, por nacionais do Paquistão, da India e do Bangladesh.

Na verdade, segundo o noticiado vivem em casas com poucas condições de habitabilidade. Mas o pior de tudo, é que chegam a habitar mais de dez pessoas, em casas com dois quartos. Por essa razão, vivem em condições absolutamente, insalubres e altamente atentatórias da dignidade da pessoa humana. Como, alegadamente, as condições remuneratórias serão violadoras da legislação laboral.

Há, contudo, uma pergunta que não poderá deixar de ser feita com toda a propriedade e veemência: o que é que impediu as autoridades publicas com competências fiscalizadoras de levaram a cabo o seu trabalho? Esta resposta só poderá ser respondida por uma pessoa, para além de todas as outras, o Senhor primeiro-ministro na qualidade de chefe do governo português. Aguardemos, então, pacientemente, por ela.

Ora, há aqui uma perversidade ideológica no tratamento desta dramática questão. Ou seja, o governo mais à esquerda que conhecemos desde a constituição de 76 e apoiado pela extrema-esquerda, fez tábua rasa de uma situação que era pública e notória. A defesa dos direitos humanos que é tão cara no discurso à esquerda, neste caso, como noutros, não passa de proclamação retórica. Mesmo assim, vai ganhando eleições atrás de eleições…

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