Um problema. Três soluções.

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 22 Junho 2018
Um problema. Três soluções.
  • Rui Mendes

 

 

O problema do descongelamento do tempo de serviço dos professores está transformado numa autêntica confusão.

Teremos que recordar que este problema só existe por irresponsabilidade deste Governo, porque apareceu como se fosse o salvador de todos os problemas e disse aquilo que não deveria ter dito.

A contagem do tempo de serviço dos professores passou assim a ser um problema político sensível para o Governo.

Chegados a 2018 e sem que exista uma solução para os professores que prestam funções no continente, surgem as soluções para os docentes que prestam funções nos regiões autónomas. Como se não fossemos um único país, como se fosse possível, por razões de equidade, resolver o problema de formas diferentes.

Enfim, diremos que é o que temos.

Caminhamos assim para criar mais desigualdades.

Na Madeira, ao que parece, todo o tempo de serviço será contado pelo Governo Regional, sendo o pagamento iniciado em 2019 e diluído durante os próximos sete anos.

Nos Açores apenas será contado o tempo de 2 anos, quatro meses e dois dias, com pagamento faseado em 2018 e 2019.

No Continente subsiste a dúvida sobre a solução que será adoptada, sendo que os professores não aceitam outra solução que não a contagem integral do tempo congelado.

O ministério da educação foi empurrando o problema até que lhe foi possível, e que agora está em total desorientação. Aliás, parece até que entrou de férias, talvez para reflectir.

Não se esqueça este Governo que quando tiver a solução para o problema dos professores terá ainda outros para resolver de idêntica natureza, pelo que, esses outros grupos profissionais estarão na expectativa de saber qual a solução que será adoptada, para exigirem uma solução igual para as suas carreiras.

É curioso. O congelamento de todas estas carreiras aconteceu por um governo socialista, estando agora nas mãos da actual Troika, composta pelos partidos que apoiam o governo, a solução do problema, pese embora os efeitos orçamentais destes reposicionamentos venham a recair sobre os próximos orçamentos, pelo que o problema orçamental passará para o próximo governo.

Será especialmente por essa razão porque só em 2018, no seu terceiro ano de funções, o Governo aborda o problema. Ainda que seja forçado a arranjar a solução para o descongelamento, certamente não terá que responder pelo garante das condições orçamentais.

 

Até para a semana

 

Rui Mendes

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