Uma lei para Mário Centeno

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 17 Junho 2020
Uma lei para Mário Centeno
  • Alberto Magalhães

 

 

Segundo a actual lei, o governador do Banco de Portugal é nomeado pelo primeiro-ministro, sob proposta do ministro das Finanças, ouvido o Parlamento. A proposta do PAN, aprovada na generalidade pela Assembleia da República, impondo um período de nojo de cinco anos entre um cargo ministerial e o lugar almejado por Mário Centeno, é completamente absurda, como, aliás, quase tudo o que o PAN nos oferece.

É preciso muita ginástica mental para conseguir encontrar incompatibilidade entre o cargo de ministro das Finanças, ao serviço do país, e o de regulador e supervisor da banca, em nome do país.

António Costa, neste caso, está cheio de razão. Aprovar uma lei ad hominem, para travar a nomeação de Centeno que, goste-se ou não, foi um excepcional ministro das Finanças, teve um excelente desempenho como presidente do Eurogrupo, mostrou ser independente quanto baste de António Costa e possui um surpreendente capital de confiança dos portugueses, mostra até que ponto a política à portuguesa pode destrambelhar-se.

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