Vacina de Oxford é segura e eficaz

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 19 Março 2021
Vacina de Oxford é segura e eficaz
  • Rui Mendes

 

 

Desde o passado dia onze que fomos assistindo à suspensão, por parte de alguns países, entre os quais Portugal, da utilização da vacina da AstraZeneca, por suspeita de reações adversas a pessoas a quem aquela vacina havia sido administrada.

Tratou-se de suspeitas, nunca tendo existido qualquer evidência científica que o tivesse comprovado.

Ao agir desta forma, cria-se na população um sentimento de desconfiança perante um bem que foi concebido para salvar vidas.

Particularmente na população mais idosa que viu na vacina a sua tábua de salvação e que, ao se questionar sobre outros efeitos, criou um sentimento de desproteção.

São as vacinas que nos irão permitir criar defesas contra o vírus, serão as vacinas que nos irão permitir retomar uma vida dentro de padrões de normalidade.

A Ordem dos Médicos veio logo a público reafirmar a confiança na vacina da AstraZeneca, fundamentando com vários argumentos, entre os quais que “Não existe relação de causa-efeito entre a vacina de Oxford e os fenómenos tromboembólicos”.

Em boa hora a Ordem dos Médicos veio defender a vacina, não só porque importa que as pessoas tenham confiança em todas as vacinas que estão aprovadas, como é fundamental que o processo de produção e de administração de vacinas aconteça sem atropelos, porque é vital que a população seja vacinada dentro do mais curto espaço de tempo possível.

A Primeira Página do jornal I, edição do dia 18, dá-nos informação bastante clarificadora sobre o número de doses que já foram ministradas aos europeus e aos portugueses por cada uma das vacinas (Pfizer/Biontec, Moderna, AstraZeneca) e o número de reações adversas comunicadas. Esta última referência é importante para que todos acreditemos no enorme valor das vacinas, mas que, como qualquer outro medicamento, que existem riscos, ainda que por muito muito baixo que sejam, de poderem gerar uma reação adversa.

Ainda assim, as vacinas são o principal meio de proteção ao SARS-CoV-2, por isso é fundamental defendê-las.

Após a Organização Mundial de Saúde ter recomendado a continuação da utilização da vacina, ontem a Agência Europeia do Medicamento (EMA) pronunciou-se sobre a segurança e eficácia da vacina da AstraZeneca, pelo que terá sido posta uma pedra sobre este problema.

Em boa hora toda esta perturbação terminou.

 

Até para a semana

 

Rui Mendes

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