Vacinados e não-vacinados

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 19 Novembro 2021
Vacinados e não-vacinados
  • Alberto Magalhães

É claro que, como revelou a DGS, os, poucos, que têm morrido com Covid-19 nos últimos tempos estavam, na sua maioria vacinados. Isso não significa que a vacinação foi ineficaz ou prejudicial pois, sem ela teria havido muitas mais mortes. Significa apenas que as vítimas foram, mercê da idade avançada, dos primeiros e mais frágeis a ser vacinados e, consequentemente, a ver a sua imunidade enfraquecida com o decorrer do tempo. É por isso que é tão importante o reforço da vacinação, cuja progressão impedirá, tudo o indica, que o crescimento do número de infectados tenha como resultado o aumento dos casos graves e das mortes.

Sabemos agora que os vacinados não estão 100% imunizados e podem ser infectados e, por sua vez, infectar, mas também sabemos que, em relação aos não-vacinados, estão mais protegidos e, também, menos susceptíveis de espalhar a infecção à sua volta.

Esta circunstância, permite supor, embora não o tenha ouvido dizer à DGS, que as pessoas que recusam ser vacinadas, ou não autorizam a vacinação dos filhos, não sendo as principais vítimas mortais das últimas semanas, serão as principais fontes de transmissão do vírus. Parece-me óbvio que sobre essas pessoas devem recair medidas mais apertadas de controlo. Também me parece óbvio que não podem estar em lugares e funções onde tenham de contactar com gente vulnerável, a começar pelos serviços de saúde.

Já agora, é bizarro que os militares tenham a liberdade de não se deixarem vacinar, para infectarem batalhões e fragatas, como se pudessem apresentar atestado médico e pedir um intervalo ao inimigo, como na guerra do Raúl Solnado, ou como se fossem uma quinta coluna infiltrada nas nossas hostes.

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