Vacinar os jovens

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 02 Julho 2021
Vacinar os jovens
  • Alberto Magalhães

O que saiu ontem do Conselho de Ministros, com uma excepção de aplaudir, foi, basicamente, mais do mesmo. Medidas contraproducentes como o afunilamento dos horários comerciais, que tendem a aumentar a concentração das pessoas e medidas inconstitucionais (digam Costa e Marcelo o que digam) como o cerco a Lisboa, agora agravado com o recolher obrigatório, sem declaração do estado de emergência, explicitamente exigida pela Constituição.

Antes da excepção positiva, deixe-me referir os testes. Grátis para lisboetas já há algum tempo e que, obviamente, deveriam ser grátis em todo o país há muito tempo. Diz quem sabe que, o que o Governo tivesse investido nessa operação, seria poupança muito maior nos prejuízos da pandemia. Pois bem, sem negociações prévias com laboratórios de análises e farmácias, o Governo aprovou uma portaria, que entrou imediatamente em vigor, em que anuncia quatro testes antigénio grátis mensais para cada utente do SNS, com um preço máximo de 10 euros, comparticipado a 100% pelo Estado. Esqueceu um pequeno pormenor: precisa do acordo de laboratórios e farmácias quanto ao preço e estes dizem que 10 euros não chegam para cobrir os custos de um teste bem feito.

Positiva a extensão, a partir da próxima segunda-feira, da vacinação aos jovens dos 18 aos 30 anos. No entanto, a ineficácia da task force para a comunicação covid é muito evidente, sobretudo no que respeita a esta população-alvo. Para piorar a situação, a DGS decidiu desvalorizar as vacinas aos olhos do país, pondo em isolamento o primeiro-ministro por 14 dias, apesar de vacinadíssimo e são como um pêro. Tanta estupidez concentrada na mesma direcção-geral é de pasmar e torna cada vez mais inevitável a vacinação obrigatória para estudantes, trabalhadores e viajantes.

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