Valorizar o Património

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 18 Outubro 2023
Valorizar o Património
  • Maria Paula Pita

Para além da habitação que se tratou na última crónica, a Informação sobre a atividade e situação financeira do município de Évora, também refere o património do concelho.
Um dos temas tratados é a preservação e valorização patrimonial e turística do Cromeleque dos Almendres. Visitei-o recentemente com alunos e reconheço o excelente trabalho que articula o património com os programas escolares. É uma aula prática ao vivo com a participação ativa dos alunos. Com um Património tão rico como o nosso e se queremos que as novas gerações o valorizem, dever-se-ia replicar esta boa prática, junto dos Agrupamentos de Escolas do concelho/distrito/região, com o envio de prospectos, preços especiais e elaboração de percursos e visitas guiadas temáticas: Évora romana; crescimento da cidade; a cerca nova e os arrabaldes; os bairros das minorias: judiaria e mouraria e muitos outros temas. Um Évora story center.
Nesta senda, temos a articulação com o Turismo. O Alentejo teve o maior incremento do Turismo neste ano. Se o município não tem dinheiro para melhorar as infraestruturas e o bem estar dos eborenses, porque não aplicar a taxa turística?
A Vereadora do MCE, Florbela Fernandes, já diversas vezes apresentou esta proposta em reunião pública de Câmara e defende-a desde 2017. Existe um estudo de viabilidade da Taxa turística em Évora, que indica que a aplicação desta medida será uma boa solução para resolver alguns problemas da cidade, nomeadamente no Centro Histórico. Quem paga são os turistas, principalmente estrangeiros, pelo que não se percebe o porquê de tantos pruridos. A aplicação da taxa turística seria, também, um instrumento numa estratégia turística que define que turistas e que turismo queremos em Évora.
Não é por haver uma taxa de 1 ou 2 € que os turistas deixam de visitar a cidade, não esquecendo que com a designação de Évora a Capital Europeia da Cultura prevê-se um boom de turistas. Porque não aproveitar para melhorar o quotidiano dos eborenses que, não tenhamos dúvidas, vai ver o seu bem estar alterado e com muitos transtornos no seu dia-a-dia. A receita proveniente da taxa turística poderia ser uma forma de minorá-los. E depois podemos olhar para o que se faz lá fora. Veneza vai aplicar no próximo ano de 2024 uma taxa turística de 5€. Alguém acredita que diminuirá o número de turistas?

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