Ventura agradece, eu não!

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 25 Novembro 2020
Ventura agradece, eu não!
  • Alberto Magalhães

 

 

Não bastava já a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial ter a peregrina intenção de multar André Ventura por “discriminação e assédio em razão da origem étnica”, como referi há dois dias, oferecendo-lhe canhestramente propaganda política gratuita, eis senão quando dois destacados militantes do Partido Socialista resolveram juntar-se à campanha.

Fernando Medina, presidente da autarquia lisboeta, em entrevista ao Observador, afirmou admitir que a questão da ilegalização do Chega pode vir a colocar-se. A candidata presidencial Ana Gomes, por seu lado, segundo o DN, considerou ridícula a coima de 438,81 euros, aplicada a “um deputado” que teve, “mais uma vez, tiradas absolutamente contrárias à democracia”.

Ana Gomes, ao conceder a bondade de amordaçar um deputado da nação, mais parecia a desbocada militante do MRPP, que em tempos foi, do que uma candidata a Presidente da República. Também ela deu palco a um martirizado Ventura, pronto a entrar na clandestinidade em defesa da liberdade.

Resta perguntar à Comissão anti-discriminação racial, que coima pensa aplicar ao dirigente do SOS-Racismo, Mamadou Ba, que, numa teleconferência intitulada “Racismo e avanço do discurso de ódio no Mundo”, proclamou a necessidade de “matar o homem branco, assassino, colonial e racista, para evitar a morte social do sujeito político negro”.

Entretanto, em Espanha, o Governo está a criar uma Comissão Permanente contra a Desinformação. Vai perseguir fake news e conduzir campanhas públicas de comunicação (ou de contra-informação?) para repôr a verdade oficial. Veremos como reagem os espanhóis.

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