Violência na Escola

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 24 Outubro 2019
Violência na Escola
  • Alberto Magalhães

 

 

Um docente da disciplina de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), do 8º ano, numa escola de Lisboa, perdeu a cabeça com um aluno e, alegadamente, agarrou-o pelo pescoço e deu-lhe uns safanões. Dizem que terá mesmo batido com a cabeça do petiz na mesa de trabalho. Está indiciado pelos crimes de ofensa à integridade física e maus tratos a menor e, por pouco não foi julgado em processo sumário. No entanto, segundo a mãe do rapaz, a directora da escola ter-lhe-à dito que imediatamente suspendera o agressor por 3 meses. A ser verdade, é sumaríssimo o procedimento que dispensa inquérito e processo disciplinar e aplica de imediato a sanção.

Mário Nogueira, o professoral sindicalista, apressou-se a adiantar que o agressor não era professor encartado, faltavam-lhe as disciplinas pedagógicas, faltava-lhe o estágio. Nem uma palavra para o contexto de indisciplina que grassa nas escolas; nem uma alusão ao problema dos telemóvel-dependentes que, quer na escola quer em casa, se recusam a desviar os olhos do seu ecrã; nem um alerta sobre os milhares de professores constantemente à beira de um ataque de nervos e os outros milhares que já o tiveram e estão de baixa psiquiátrica, deprimidos e exaustos, fartos de aturar meninos malcriados e pais ainda piores, sem que os legisladores e os executivos do país mexam uma palha.

Claro que professores há mais frágeis que outros. Mas quem os defende? Quem responsabiliza os pais que, por acção ou omissão, por mau exemplo ou submissão idiota aos maus fígados dos rebentos, são tão ou mais incapazes de os educar?

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