Évora: Presidência rotativa da CIMAC gera dúvidas

Évora: Presidência rotativa da CIMAC gera dúvidas

Sábado, 10 Março 2018
Alentejo

A nova presidência da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) esteve em análise no programa Praça do Município da DianaFM.

A presidência da CIMAC será dividida em quatro mandatos, estando no primeiro o autarca de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, do PS, seguindo-se no segundo o autarca de Évora, Carlos Pinto de Sá, da CDU, com esta rotatividade a manter-se nos dois anos seguintes.

Nuno Alas, do PSD, e Bruno Martins, do Bloco de Esquerda, manifestaram dúvida sobre o funcionamento da entidade.

“Tudo isto tem a ver com algum taticismo político”, nomeadamente com “as eleições legislativas e com o último ano de mandato para as próximas autárquicas”, afirmou Nuno Alas.

O social-democrata considerou que esta solução não tem vantagens para a CIMAC, porque “um ano [de mandato] é muito pouco”.

“Um presidente vai apresentar um plano de atividades para ser aprovado no ano a seguir quando já não vai se ele que o vai executar e isto levanta um conjunto de problemas de gestão”, frisou.

Já Bruno Martins, do Bloco de Esquerda, defendeu que “as regiões devem ter tática política e não tática partidária”, questionando qual a orientação política da CIMAC com este modelo.

“Um fica com o ano das eleições legislativas e outro fica com o ano das eleições autárquicas e isso é que pareceu interessar um e outro”, criticou.

Do lado do PS, Ananias Quintano afirmou que a CDU não estava interessada em resolver o impasse para a presidência da CIMAC.

A CDU fez uma proposta para que “fosse um independente a assumir a presidência da CIMAC e avançou o nome de Luís Mourinha, de Estremoz”, disse.

“É evidente que isto é brincar com as coisas”, porque “apresentar o Luís Mourinha como independente já é mau mas apresentar um homem que durante os últimos quatro anos não pôs os pés na CIMAC ainda é pior”, referiu.

Frederico Carvalho, do CDS-PP, afirmou que “a CDU fica bastante mal na fotografia”, porque “não quis aceitar o resultado das eleições autárquicas”.

“Parece que em todos os locais onde pode esgrimir qualquer tipo de poder não abdica, sendo ele legítimo ou, como neste caso, menos legítimo”, realçou, defendendo que deveria ser o PS a ter gestão da CIMAC.

Já João Simas, da CDU, desdramatizou o caso e defendeu o avanço da regionalização.

“Perante este impasse, foi a solução possível. Houve um certo consenso de quem lá estava e acho que poderá funcionar, mas o que se devia era trabalhar a regionalização”, notou.

O programa Praça do Município pode ser ouvido novamente no domingo, às 18:00, ou na Internet em dianafm.com.

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