Ferreira do Alentejo: Três parquedistas salvos por paraquedas automático

Ferreira do Alentejo: Três parquedistas salvos por paraquedas automático

Segunda-feira, 27 Junho 2016
Alentejo

Três paraquedistas que seguiam no avião que caiu, no passado dia 19, em Canhestros, Ferreira do Alentejo, sobreviveram graças ao paraquedas de emergência de abertura barométrica.

Já o piloto, um belga de 27 anos, que morreu, foi expelido em pleno ar do que sobrou da parte do cockpit da aeronave e caiu a cerca de 400 metros do local do impacto da cabine sem ter tido tempo de acionar o paraquedas.

Estas são algumas das primeiras conclusões da investigação, com base nos relatos de sobreviventes, a cargo do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) e publicadas hoje na sua página da Internet.

A aeronave PILATUS PC6, operado pela Aerovip, descolou do Aeródromo de Figueira de Cavaleiros para um voo de instrução e treino de paraquedistas, com sete paraquedistas e um piloto a bordo.

Quando a aeronave cruzava os 7.000 pés em subida, de acordo com o testemunho de um dos paraquedistas, começou a ser ouvido um ruído de partir/rasgar o metal, sendo a aeronave submetida a uma guinada instantânea de nariz em cima e, subitamente toda a parte traseira da estrutura desintegrou-se.

Os ocupantes foram projetados contra a estrutura da aeronave antes de serem arremessados para fora.

Os que não sofreram lesões graves, conseguiram saltar do avião e acionar os respetivos paraquedas, tendo, três deles, sofrido lesões graves antes de saírem da aeronave, sendo acionado o paraquedas de emergência de abertura barométrica.

A desintegração das restantes partes foi acontecendo até ao impacto final com o solo.

Os fragmentos das partes da aeronave foram encontrados numa extensão de aproximadamente 1.500 metros numa faixa de cerca de 500 metros e estavam muito dispersos, apresentando um alinhamento com a direção do voo, de oeste para leste.

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