Lar de Reguengos diz ter feito “tudo o que estava ao seu alcance”

Lar de Reguengos diz ter feito “tudo o que estava ao seu alcance”

Terça-feira, 11 Agosto 2020
Alentejo

 

A Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), em Reguengos de Monsaraz, proprietária do lar onde surgiu um surto de covid-19, garante que fez “tudo o que estava ao seu alcance” para salvar vidas.

Esta instituição fez “tudo o que estava ao seu alcance e dentro das suas competências, com a ajuda de várias dezenas de instituições e pessoas, que, ao nosso lado, lutaram para salvar vidas humanas, numa crise de saúde pública que assumiu contornos absolutamente dramáticos”, escreve a direção, em comunicado.

O surto de covid-19 que surgiu no lar da fundação, a 18 de junho, provocou 18 mortes (16 utentes e uma funcionária da instituição e uma pessoa da comunidade).

A FMIVPS assegurou que o lar tinha plano de contingência, que as visitas foram suspensas e, mais tarde, retomadas “só na sequência da publicação da Orientação da DGS (Direção-geral da Saúde)” e depois de o Plano de Operacionalização de visitas estar devidamente aprovado pela Segurança Social.

“Esta resposta social cumpre nos termos da lei todos os requisitos de prestação de cuidados de saúde ao nível de cuidados clínicos (através dos respetivos médicos de família do SNS), cuidados de enfermagem, apoio na execução dos planos individuais de saúde (por exemplo consultas), acesso a cuidados especiais de saúde e prestação e/ou acesso a cuidados de reabilitação, fisioterapia ou hidroterapia”, pode ler-se no comunicado.

Segundo a fundação, o lar tinha, no momento da eclosão do surto, um número de utentes inferior ao previsto no acordo de cooperação com a Segurança Social e o quadro de pessoal é composto por mais de 50 trabalhadores, respeitando integralmente os indicadores definidos pelas autoridades.

A FMIVPS diz que não cobra comparticipações adicionais ou outros valores aos seus utentes, respeitando integralmente o valor máximo de referência da Segurança Social.

A lista de espera da instituição registava 56 pessoas no passado mês de março e, após a ocorrência do surto de 18 de junho, regista cerca de uma dezena de novos pedidos de entrada nesta resposta social.

A fundação assegura que, a partir da eclosão do surto, “todas as decisões que envolveram os utentes desta resposta social respeitaram integralmente as instruções técnicas da Autoridade de Saúde Pública (ASP) e restantes autoridades de saúde e Segurança Social, neste último caso enquanto entidade tutelar”.

“Recordamos que o lar da FMIVPS ficou quase sem recursos humanos disponíveis, pelo que teve que recorrer à Autoridade Municipal de Proteção Civil, a qual solicitou a ajuda das Forças Armadas Portuguesas logo nos primeiros dias do surto”, acrescenta.

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