Movimento de utentes recolhe mensagens em defesa da Urgência Pediátrica

Movimento de utentes recolhe mensagens em defesa da Urgência Pediátrica

Sexta-feira, 09 Outubro 2020
Alentejo

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Évora realiza amanhã uma ação de rua para recolher mensagens de apoio para a manutenção da Urgência Pediátrica do hospital da cidade.

A iniciativa vai decorrer entre as 10:30 e as 12:00, junto ao edifício do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), segundo a porta-voz do MUSP no distrito de Évora, Lina Maltez.

Esta ação realiza-se porque “há o perigo de encerramento da Urgência Pediátrica do HESE”, o que, a concretizar-se, será “muito grave”, pelo que “devia haver um esforço do Ministério da Saúde para manter o serviço aberto”, afirma.

 

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) já se solidarizou com a iniciativa, considerando que “a mobilização dos utentes e dos profissionais de saúde é essencial na mensagem que urge fazer chegar à ministra da Saúde e ao Governo”.

“É imperativo reforçar as equipas médicas para que o hospital de Évora continue a prestar cuidados médicos pediátricos especializados às crianças, sobretudo numa região de difícil acesso aos serviços de saúde”, sublinha.

O HESE implementou esta semana um novo modelo de atendimento na Urgência Pediátrica para garantir a assistência às crianças e jovens do Alentejo.

Entre agosto e setembro, segundo o HESE, o Serviço de Urgência Pediátrica viu reduzida a sua equipa em sete elementos (quatro pediatras por baixas médicas e três por rescisão de contrato).

A unidade hospitalar diz que se realizaram “múltiplas tentativas de contratação de pediatras”, as quais não obtiveram uma resposta que permitisse colmatar aquelas ausências de forma sustentada.

Segundo o HESE, o novo modelo de atendimento na urgência pediátrica mantém o atendimento pediátrico urgente com um pediatra de presença física (continuando-se a recorrer a prestadores de serviços, se tal se revelar necessário), e com um ou dois médicos com treino pediátrico, que farão o primeiro atendimento.

As instalações mantêm-se as mesmas, assim como o circuito destes doentes, mas a afetação dos recursos humanos e das instalações atuais passarão a estar sob a responsabilidade do Serviço de Urgência Geral, à semelhança do que acontece com outras especialidades, como a ortopedia, a medicina interna ou a cirurgia geral.

O modelo será transitório até ao regresso dos pediatras que se encontram de baixa, em conjunto com o preenchimento das vagas atribuídas pelo Ministério da Saúde no concurso de especialistas.

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