Movimento quer grávidas com acompanhante no hospital de Évora

Movimento quer grávidas com acompanhante no hospital de Évora

Quinta-feira, 17 Setembro 2020
Alentejo

O movimento cívico “Nascer em Évora” quer que o hospital da cidade volte permitir às grávidas o direito ao acompanhante e a parturientes com covid-19 alojamento conjunto mãe-bebé.

Segundo Filipa Cachapa, uma das representantes do movimento,  no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), o direito ao acompanhante “está suspenso para todas as grávidas”, enquanto o alojamento conjunto mãe-bebé já foi negado a grávidas com covid-19, devido à pandemia.

“Apelamos ao direito ao acompanhante e ao alojamento conjunto mãe-bebé, mesmo no caso de grávidas que testam positivo para a covid-19, em conformidade com as orientações da Direção-Geral da Saúde e da Organização Mundial da Saúde”, afirma.

O movimento “Nascer em Évora” é subscrito por quase 300 pessoas e conta com o apoio da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto.

Para Filipa Cachapa, “o acompanhante é uma mais valia ao longo do trabalho de parto”.

“Estamos a falar da saúde em geral, na qual os profissionais de saúde têm um papel importante, que obviamente reconhecemos, mas o bem-estar emocional é também muito importante”, assinala.

O HESE indica que, “por ser tratar de um assunto da maior importância, não só para os utentes, como também para os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros”, vai “articular internamente a disponibilidade de todos” para a realização de uma reunião com o movimento.

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