Negócio do Complexo da Silveirinha em tribunal

Negócio do Complexo da Silveirinha em tribunal

Quinta-feira, 17 Outubro 2019
Alentejo

O negócio entre o Lusitano e a sociedade imobiliária Evourbe para a venda do Campo Estrela e construção do complexo desportivo da Silveirinha está em tribunal.

A ação foi interposta pela Evourbe por entender que o Campo Estrela lhe deve ser entregue, mas a direção do clube tem um entendimento diferente.

Em entrevista à DianaFM, o presidente do Lusitano, Pedro Caldeira, revela que o clube contestou o pedido da sociedade imobiliária.

“O contrato foi incumprido, o que era para ter sido feito [na Silveirinha] não foi feito, queremos que o contrato seja anulado” e que “o Campo Estrela volte” para as mãos do Lusitano, afirma.

Pedro Caldeira diz que a Silveirinha deveria ter e não tem “dois campos de futebol de 11, dois campos de futebol de 7, um polidesporto descoberto, com um campo de futsal e marcação sobreposta para dois campos de ténis e um edifício de mil metros quadrados para balneários, instalações de apoio e sede social”.

Segundo o líder lusitanista, já foram feitas avaliações ao complexo desportivo, a pedido do tribunal e no âmbito dessa ação, com peritos do Lusitano, da Evourbe e um neutro.

“A avaliação do perito neutro foi de cerca de 600 mil euros e mais alguns trabalhos que possam ter sido feitos que não estão à vista”, muito idêntica à do perito do Lusitano, mas a do perito da Evourbe foi de “1,9 milhões de euros”, realça.

O novo complexo desportivo do Lusitano foi construído, em 2006, tendo acolhido, nesse ano, o estágio da seleção nacional de futebol.

O presidente do Lusitano tem dúvidas sobre as contas do clube em relação a esse período e, por isso, admite avançar para uma auditoria.

“Se o Ministério Público não fizer essa auditoria, estamos a ponderar custeá-la nós dos nosso bolso para que seja feita a auditoria às contas do Lusitano”, refere.

Sobre o conflito com a SAD, Pedro Caldeira revelou que o clube vai apresentar, até ao final deste ano, uma ação em tribunal para que a justa causa da rescisão unilateral seja reconhecida.

Na época 2018/2019, “a SAD não escolheu treinador, não fez plantel, não arcou com um único custo, não pagou um euro ao Lusitano” e tinha valores de mensalidades previstos”, argumenta o responsável.

Pedro Caldeira, que assumiu a presidência do Lusitano no final de julho, indica que a nova direção do clube conseguiu mais 450 novos sócios, renovar o relvados Campo Estrela, criar secretaria, loja verde e dois campos sintéticos de futebol de 5 e regularizar a situação junto das Finanças e da Segurança Social.

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