Operadores do call center da Fidelidade em Évora avançam para greve

Operadores do call center da Fidelidade em Évora avançam para greve

Sexta-feira, 28 Setembro 2018
Alentejo

Os operadores do call center da Fidelidade, em Évora, decidiram ontem marcar um novo dia de greve, para uma data ainda a determinar.

Vera Prata, delegada sindical, revelou à DianaFM que cerca de 100 trabalhadores decidiram, em plenário, “continuar a lutar” para pressionar a empresa a iniciar negociações.

Os trabalhadores reivindicam “aumentos salariais de 45 euros mensais, contrato coletivo de trabalho, 10 euros de subsídio de alimentação e integração nos quadros Fidelidade”, indicou.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, marcou presença no plenário de trabalhadores, que decorreu nas instalações do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia.

O dirigente sindical referiu que, neste caso concreto, os trabalhadores “são a voz” da Fidelidade na relação com os seus clientes e na contratação de serviços, mas notou que, no final do mês, são “de uma empresa de trabalho temporário”.

“Um serviço permanente de uma empresa como a Fidelidade deve ser prestado pelos trabalhadores que devem integrar esta empresa e não um serviço permanente a ser prestado por uma empresa de trabalho temporário”, assinalou.

Em maio deste ano, quando os trabalhadores cumpriam um dia de greve, Miguel Vilaça, da Fidelidade, explicou aos jornalistas que a companhia de seguros “subcontrata alguns serviços que são especialistas” por entender que consegue “servir melhor” os seus clientes.

“Temos um cuidado rigoroso neste contrato que fazemos com a obrigação escrupulosa de cumprir todas obrigações legais que as empresas prestadoras de serviços têm com os colaboradores e, até à data, as indicações que temos é que estão a ser cumpridas”, realçou, na altura, o responsável.

O Centro de Atendimento de Évora da Fidelidade tem cerca de 650 trabalhadores.

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