PCP e sindicato denunciam pressões para acordos de rescisão na Embraer em Évora

PCP e sindicato denunciam pressões para acordos de rescisão na Embraer em Évora

Quinta-feira, 24 Setembro 2020
Alentejo

Os trabalhadores da fábrica de Évora da construtora aeronáutica brasileira Embraer estão a ser pressionados a aceitar acordos de despedimento.

A denúncia é feita pelo PCP e pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE SUL).

Em comunicado, o SITE SUL diz que, desde meados de julho, que os trabalhadores da construtora de aviões na fábrica de Évora “têm sido confrontados com a imposição de propostas de rescisão do contrato de trabalho”.

“Estas chamadas propostas de rescisão ‘amigável’ são sempre acompanhadas das mais variadas formas de assédio aos trabalhadores, desde a alteração repentina de funções, da troca dos horários de trabalho, ameaças de idas para ‘lay-off’ ou para adaptabilidade de horário (Banco de Horas)”, afirma o sindicato.

Já o PCP questionou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre a situação laboral na Embraer e o recurso da empresa a apoios públicos e na pergunta descreve uma situação idêntica à denúncia feita pelo SITE SUL.

Os deputados comunistas João Oliveira e Diana Ferreira perguntam à ministra se a Autoridade para as Condições do Trabalho interveio para averigurar a situação e que avaliação faz o Governo da atuação da empresa.

O sindicato solicitou uma reunião à administração da Embraer, a qual está agendada para 23 de outubro.

Ainda assim, a CGTP-IN marcou uma ação de luta para o dia 26 deste mês, em Évora, para denunciar as práticas da Embraer e exigir da empresa o fim das chantagens, pressões e intimidação.

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