PCP questiona Governo sobre vacinação do autarca de Reguengos de Monsaraz

PCP questiona Governo sobre vacinação do autarca de Reguengos de Monsaraz

Quarta-feira, 27 Janeiro 2021
Alentejo

O PCP pediu explicações ao Governo sobre o alegado abuso de prioridade na vacinação contra a covid-19 por parte do presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto.

Segundo os comunistas, apesar de os critérios definidos para os lares identificarem apenas como prioritários os “profissionais e residentes de lares e instituições similares”, o autarca de Reguengos de Monsaraz “ter-se-á feito vacinar como se integrasse um dos grupos prioritários para a vacinação”.

Os comunistas dizem que José Calixto aproveitou “abusivamente a circunstância de ser presidente da fundação proprietária do lar de idosos onde ocorreu uma situação de trágica de infeção por covid-19 que ceifou a vida a 18 idosos no passado mês de agosto de 2020”.

“O PCP sublinha que esta situação gera compreensivelmente revolta e indignação porque não é possível vacinar de forma imediata todas as pessoas, porque houve necessidade de definir prioridades para a vacinação em diferentes fases e há regras claras e bem definidas sobre quem são e em que ordem devem ser vacinadas as pessoas que integram os diversos grupos prioritários”, pode ler-se num comunicado.

O partido já questionou os ministérios da Saúde e da Segurança Social para que sejam prestados esclarecimentos sobre a situação de abuso que envolveu José Calixto e os mecanismos de controlo destinados a fazer cumprir as regras definidas para os grupos prioritários de forma a evitar que situações como esta se repitam.

Como foi possível aquele abuso face aos critérios que estão definidos para a vacinação de grupos considerados prioritários, quem fez a indicação do presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz como fazendo parte desse grupo prioritário, se houve alguém que tenha verificado a conformidade dessa indicação e de que forma foi feita essa verificação são algumas das perguntas dos comunistas.

O PCP questionou ainda o Governo sobre que procedimentos estão definidos para garantir a veracidade dessas indicações e evitar situações de abuso ou fraude, quais as entidades responsáveis pela realização desses procedimentos e em que condições o fazem.

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