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Presidente da República lamenta a morte de João Cutileiro

Terça-feira, 05 Janeiro 2021
Alentejo

“Nunca foi indiferente, nem nunca nos deixou indiferente”, Foi assim que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou o escultor João Cutileiro, que morreu hoje em Lisboa, aos 83 anos.

Numa nota publicada no site da Presidência, o chefe de Estado realça que João Cutileiro nasceu “numa família culta, com forte ligação ao Alentejo, irmão do futuro diplomata e escritor José Cutileiro, viveu em Lisboa, onde conheceu bem o meio literário e artístico”.

“O surrealismo interessou-o, a política tentou-o, as viagens ao estrangeiro abriram-lhe horizontes. Descoberta a vocação artística, estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e de seguida, escapando ao academismo, em Londres, na Slade School of Arts. Começou a expor na década de 1960”, sublinha.

Marcelo diz que o seu trabalho como escultor, mas também como fotógrafo, “é marcado pelas revisitações do imaginário nacional e por um franco erotismo”.

“As figuras históricas destinadas ao espaço público, nomeadamente o “Dom Sebastião de Lagos” (1973), mas também o monumento ao 25 de Abril, no alto do parque Eduardo VII, em Lisboa, assumiram uma vontade de revisitação terra-a-terra, mordaz, da História e das mitologias nacionais”, acrescenta.

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