O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou esta sexta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, que a greve geral marcada para 11 de dezembro tem como “pretexto” a reforma da lei laboral e não encontra justificação nas atuais circunstâncias económicas e sociais.
“O que se coloca, e é sério, é esta questão: uma greve geral porquê? Uma greve geral para reclamar o quê? Do Governo e do poder político”, questionou o chefe do Executivo, sublinhando que a proposta de revisão da legislação laboral foi apresentada aos parceiros sociais em julho e continua em negociação.
Montenegro garantiu que “há todas as condições para se conseguir atingir um acordo que possa consagrar aspetos positivos para todas as partes envolvidas”, defendendo que a reforma pretende tornar a lei “mais amiga do crescimento económico, do emprego, dos trabalhadores e dos salários mais altos”.
O primeiro-ministro acusou a CGTP de instrumentalizar a paralisação, afirmando que “a greve é política” e que “mobiliza aqueles que nunca chegarão a acordo e os que caíram na armadilha da CGTP”.
Ainda assim, assegurou que o Governo mantém “respeito integral pelo direito à greve e pelo legítimo exercício desse direito”.
Entre os argumentos apresentados contra a paralisação, Montenegro destacou que o rendimento médio dos trabalhadores em 2024 aumentou 6,7%, “o maior crescimento da OCDE”, resultado do aumento dos salários e da diminuição dos impostos.
Acrescentou que a carga fiscal “está a diminuir” e que o Parlamento aprovou recentemente o Orçamento do Estado para 2026, prevendo nova subida do salário mínimo nacional.
Fotografia: Rede Social Luís Montenegro