PS de Évora contesta prospeção de minérios na Serra do Monfurado

PS de Évora contesta prospeção de minérios na Serra do Monfurado

Terça-feira, 18 Junho 2019
Alentejo

A Federação Distrital de Évora do PS contesta uma eventual prospeção de minérios na Serra do Monfurado, que abrange os concelho de Évora, Montemor-o-Novo e Vendas Novas.

“A Comissão Política Distrital de Évora do PS contesta vivamente a hipótese, por mais remota que possa ser, de que tal crime contra a natureza se possa vir a consumar”, afirmam os socialistas, em comunicado enviado à DianaFM.

A posição é assumida depois de ter sido divulgado um novo pedido de prospeção por parte de uma empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos.

Os socialistas dizem que foi com “perplexidade e preocupação” que souberam da intenção da Direção-Geral de Energia e Geologia de abrir uma nova fase de prospeção.

No comunicado, o PS revelam ter decidido “apelar ao Governo e ao ministro do Ambiente, em particular, para que mande proceder a uma avaliação rigorosa do que está em causa e determine a anulação do aviso” já publicado em Diário da República.

A estrutura socialista apela também à “indignação cívica e mobilização” das populações, deputados e autarcas para “o combate que se torne necessário travar, utilizando todos os meios legais e políticos a que seja possível recorrer para impedir o que só pode ser classificado um crime que, uma vez consumado, é irreparável”.

O PS realça que a área alvo do pedido de prospeção é “um dos santuários naturais mais emblemáticos e bem preservados do Alentejo”, integrado na Rede Natura 2000.

“Já em 2015 teve lugar, sem êxito, uma tentativa, visando iniciar a atividade mineira naquela zona, implicando métodos extrativos que conduziriam à destruição irreversível de vastas áreas de montado de sobro e de azinho e do ecossistema que lhe está associado. Tal atividade, a ter-se concretizado, teria provocado danos ambientais catastróficos em termos de destruição da paisagem e da biodiversidade e da contaminação dos solos e das águas superficiais e subterrâneas”, assinalam.

E acrescentam: “As vantagens económicas, no que refere à criação de riqueza e de emprego, seriam absolutamente insignificantes se se tiver como termo de referência o projecto licenciado em 2015”.

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