PSD questiona Governo sobre Urgência Pediátrica do hospital de Évora

PSD questiona Governo sobre Urgência Pediátrica do hospital de Évora

Sexta-feira, 23 Outubro 2020
Alentejo

O PSD vai questionar o Governo sobre a Urgência Pediátrica do hospital de Évora e admite chamar ao Parlamento o conselho de administração da unidade hospitalar.

A iniciativa do grupo parlamentar social-democrata resulta de uma reunião com médicos do serviço de pediatria do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).

“Depois de auscultarmos os profissionais, vamos colocar uma pergunta regimental ao Governo com uma série de questões que registámos na nossa reunião de ontem e em função das respostas da tutela tomaremos passos seguintes, que poderão passar, caso as respostas não nos satisfaçam, por chamar à Assembleia da República as várias entidades envolvidas, começando pelo conselho de administração” do HESE, afirmou o deputado do PSD Ricardo Baptista Leite.

O parlamentar social-democrata foi um dos que participou na reunião com os pediatras, juntamento com elementos da subregião de Évora da Ordem dos Médicos, entre outros responsáveis partidários.

Ricardo Baptista Leite disse à DianaFM ter ficado “chocado” com o que ouviu dos médicos do HESE.

“Em termos práticos, há um retrocesso de 20 anos na evolução da resposta pediátrica às crianças e jovens de Évora e do Alentejo”, considerou, referindo-se ao novo modelo de atendimento da Urgência Pediátrica.

O deputado “laranja” notou que “aquilo que era um serviço urgência diferenciado é agora um mero balcão”, em que, “por vezes, nem sequer um pediatra tem a assegurar o atendimento”.

“Terá, às vezes, e é permitido de acordo com a deliberação do conselho de administração, um interno da especialidade, que ainda nem sequer terminou a sua formação específica”, disse.

Na semana passada, o conselho de administração do HESE garantiu que “em tempo algum foi colocada a hipótese de encerramento” da Urgência Pediátrica.

O hospital de Évora admitiu então existirem “constrangimentos de recursos humanos, por motivo de rescisões de contrato (três pediatras) e por baixa médica (quatro pediatras).

Foto: PSD/Évora

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